Avanço das obras de revitalização do Santuário de Fátima surpreendeu usuários do espaço considerado de lazer por muitos erechinenses
O cenário mudou e as árvores plantadas na década de 60 na esplanada do Santuário Nossa Senhora da Fátima não existem mais. Aproximadamente 160 unidades foram derrubadas e serão substituídas por espécies de floração, conforme previsto no projeto de revitalização do espaço privado de propriedade da Mitra Diocesana de Erexim. O padre Valter Girelli, reitor do Seminário Nossa Senhora de Fátima, explica os motivos para a retirada dos pinus e eucaliptos. "Retiramos por três motivos. Primeiro porque aquelas árvores já ofereciam perigo para os visitantes, inclusive com a queda de galhos. Segundo porque nosso objetivo é plantar nestes locais árvores nativas da nossa região e com aquelas isso não seria possível, pois elas afetariam o crescimento de novas mudas. E terceiro, porque queremos modernizar todo este espaço", destacou.
Girelli ressalta que as árvores derrubadas foram comercializadas com empresas da região que se disponibilizaram a fazer o serviço de retirada. O objetivo da negociação foi diminuir custos e tornar o processo mais ágil. "Inicialmente não queríamos derrubar, mas após pesquisas e diálogos, percebemos que não era possível plantar as novas árvores sem a retirada. Em maio já queremos iniciar o plantio das novas mudas, que serão árvores como Canelinha, Ipê roxo e a Cereja japonesa, entre outras", pontua o religioso.
A arquiteta urbanista Rosely Hachmann, responsável pelo projeto de revitalização, reforça as palavras do padre Valter Girelli e anuncia que serão plantadas aproximadamente 120 mudas especiais em todo o espaço. Segundo ela as novas unidades terão aproximadamente três metros de altura, quase prontas para oferecer sombra, flores, perfume e um espetáculo visual para acolher pessoas de todas as idades, além de atrair pássaros, borboletas e demais espécies quase raras em abientes urbanos.
Questionado sobre a necessidade de sombra nos dias da Romaria de Fátima, realizada anualmente no mês de outubro, o padre Valter Girelli antecipa que a organização deverá disponibilizar um sistema de toldos e lonas para abrigar os romeiros. "É preciso que a comunidade tenha paciência. Contamos com a participação de todos para realizar este projeto. Posso destacar que ficará um espaço muito melhor do que existia. Será bom para espiritualidade e o lazer de todos", ressalta.
Rosely Hacmann afirma que as primeiras fases da revitalização já foram concluídas e que todo o projeto de retirada e plantio das árvores foi avaliado em um laudo técnico aprovado pela prefeitura e também pelos órgãos ambientais. De acordo com a arquiteta o objetivo é que até o mês de setembro o projeto de arboreto, deva estar concluído. "No geral, acredito que toda a revitalização - volta da fauna, sistema ecológico, micro clima do lugar - deva estar pronto em cinco anos, tempo suficiente para o crescimento das árvores", finaliza.