Neste fim de semana, a Agroindústria Cantelle promoveu uma oficina para meliponicultores, em Barão de Cotegipe. Participaram cerca de 30 produtores da região, incluindo do estado de Santa Catarina e da Argentina. O objetivo foi receber informações teóricas e práticas sobre a criação de abelhas sem ferrão, a fim de aumentar a produção.
O produtor Evando Cantelle cria as abelhas há três anos, atualmente está com 15 espécies e salienta a importância do curso básico de meliponicultura para aprender a morfologia das abelhas, saber identificar as espécies, como multiplicar os enxames, como cuidar delas no inverno.
O ministrante do curso, de Gravataí, professor da escola técnica do Senai, Mario Torres, trabalha na área das abelhas há 30 anos. Ele salienta a importância de participar da atividade para nivelar o conhecimento dos participantes e destaca a necessidade da participação de agricultores para agregar um valor financeiro em função do manejo ou venda dos produtos, como mel, cera, pólen e enxames.
O subproduto mais vendido hoje é o enxame. É possível com a técnica adequada, produzir dois enxames por ano. “Preservar abelhas é importante porque está relacionado à vida. Existe estatística do Einsten, que em quatro anos sem abelhas o mundo deixaria de existir. O número de abelhas africanizadas está reduzindo. E agora esse grupo em Barão de Cotegipe está focado na produção e salvamento das abelhas. A agricultura depende muito disso”, pontua.
Cleomar Liebert, é criador de abelhas há 30 anos e produtor de mel em São Miguel do Oeste, Santa Catarina. “É importante a reintrodução dessas espécies, as abelhas nativas da nossa região foram extintas por alta de conhecimento e de manejo dos nossos pais e de nossos avós por não conhecer o manejo. Eles colhiam o mel e na hora de colocar em prática não tinham o conhecimento e havia a destruição das colmeias.
Ele possui mais de 300 colmeias das espécies nativas do Sul do país e algumas espécies nativas do Brasil e exóticas da região, como Boca de Renda, Uruçu Nordestina, Uruçu Bugia, que precisam de um tratamento diferenciado.
A produção de mel de Jataí foi de 60 kg, e na Amel (Associação de Meliponicultores do Extremo Oeste Catarinense), a produção de Jatai foi de 700 quilos. “Temos buscado um mercado e nesse ano conseguimos com R$ 60,00 o quilo. Hoje primamos pela qualidade e estamos abrindo novos mercados e almejando consolidar esse mercado, pela venda e o retorno da propriedade”, conclui.