O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu, na última quinta-feira (23) liminar que garante habeas corpus ao goleiro Bruno. Preso desde 2013 pelos crimes de homicídio, ocultação, sequestro e cárcere privado contra a modelo Eliza Samúdio, em 2010, o atleta foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, mas, com a decisão judicial, poderá recorrer em liberdade da condenação.
Até esta sexta-feira, o advogado de defesa Lúcio Adolfo, esperava que o jogador deixasse o presídio de Santa Luzia, em Minas Gerais, ainda antes do final de semana. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no entanto, afirma que não pode precisar a data de saída devido aos trâmites do processo. Também de acordo com o defensor, Bruno recebeu a notícia com emoção.
Volta ao futebol
No ano passado, em entrevista ao site globoesporte.com, Bruno admitiu que não descartava um retorno aos gramados. Com a soltura confirmada, pelo menos uma equipe já manifestou desejo de contar com o goleiro. A direção do Independente de Limeira, time que disputa a Série A-3 do Campeonato Paulista, garante estar de portas abertas para receber o jogador, de passagens destacadas por Flamengo e Atlético-MG. Como geralmente goleiros costumam ter carreiras mais longas do que jogadores que atuam nas demais posições, Bruno, hoje com 32 anos, teria tempo para se readaptar ao futebol.
Decisão polêmica
A repercussão do habeas corpus concedido a Bruno não repercutiu bem nas redes sociais. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro Marco Aurélio Mello reconheceu que sua decisão não foi “politicamente correta”, mas que o goleiro não oferece risco à sociedade. “Ele é primário, de bons antecedentes. Nós julgadores não podemos simplesmente nos curvar ao clamor social”, afirmou Mello.