Fontes internas da cooperativa catarinense informam que são remotas as possibilidade da Cooperalfa manter o interesse pela locação das unidades de grãos e lojas da Cotrel. O negócio que estava praticamente certo e dependia apenas da assinatura dos contratos, pode não evoluir. O problema surgiu a partir de um outro contrato assinado em 30 de janeiro de 2017, entre a direção da Cotrel e a Olfar. A empresa erechinense arrendou 19 unidades graneleiras da Cotrel pelo período de 20 anos e limitou as pretensões da Cooperalfa.
O arrendamento total da Cotrel para a Cooperalfa foi aprovado em assembleia dos associados realizada no dia 10 de outubro em Erechim. Naquele momento as direções das duas cooperativas confirmaram oficialmente o arrendando de todas as instalações de armazenagem, recebimento de cereais, lojas agropecuárias e estabelecimentos que envolvem a parte de produção e comércio. Os valores do negócio não foram divulgados. O próximo encaminhamento seria a assinatura dos contratos, que segundo fontes oficiais, não ocorreu ainda.
A assessoria de comunicação da Cooperalfa informou ontem (16) que o único contrato firmado até o momento entre as duas cooperativas é o arrendamento da unidade de recebimento de leite. A central de Erechim já está sendo operada pela Cooperalfa.
Posição da Cotrel
O vice-presidente da Cotrel , Nelson Girelli, admitiu que a partir do contrato assinado entre a Cotrel e a Olfar, foi preciso reabrir uma nova negociação com a Cooperalfa. Porém, reforçou a confiança na efetivação do negócio com a Cooperalfa e que as tratativas estão bem avançadas.