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Erechim

Impasse sem solução no estacionamento rotativo

Rompimento do contrato do estacionamento rotativo pago de Erechim segue na Justiça e prefeitura descarta possibilidade de acordo

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Estacionamento rotativo pago segue sem solução
Por Karine Heller
Foto Arquivo BD

O vereador Claudemir Araújo (PTB) foi o interlocutor de uma conversa informal entre o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt (PSDB) e o diretor geral da empresa Expark Soluções em Estacionamento Ltda, Jaime Ferreira. O encontro aconteceu na quinta-feira (19), às 12h30, no gabinete do prefeito e teve duração de aproximadamente 15 minutos. A reunião informal não estava na agenda do prefeito e serviu apenas para reforçar a disposição da prefeitura em não fazer acordo com a empresa que explorava o serviço de estacionamento rotativo pago no município.

"Fui procurado pelo representante da empresa e somente intermediei a conversa com o prefeito", declarou Araújo. O vereador do PTB informou que o prefeito Schmidt foi categórico ao afirmar que neste momento, o diálogo entre o município e a empresa deve ocorrer apenas na esfera jurídica, por meio da da Procuradoria Geral.

"Como este caso tramita na Justiça e, além da falta do repasse da outorga para o município, ainda há os casos trabalhistas em aberto, o prefeito reafirmou que este imbróglio do estacionamento oriundo da gestão anterior, será debatido somente na esfera judicial", sintetiza Araújo.

Para o secretário de Obras Públicas e Habitação, Vinicius Anziliero, que responde interinamente pela pasta de Segurança Pública, a possibilidade de acordo é muito remota. "Como o processo está tramitando na Justiça não vejo possibilidade de acordo e qualquer tratativa que a empresa tenha a fazer com o município, deverá ser dirigida à Procuradoria ", reforça Anziliero.

O que diz a Expark

Por outro lado o diretor geral da Expark, Jaime Ferreira, afirma que ainda tenta um acordo para reativar o contrato cancelado no fim de 2016 pelo ex-prefeito Paulo Polis. "Estivemos conversando pessoalmente com o prefeito Schmidt na semana anterior, porém não recebemos nenhuma afirmativa de que este caso tenha uma solução", pontua. Para o diretor da empresa essa situação foi gerada pela falta de comprometimento por parte da gestão anterior da prefeitura, através da secretaria de Segurança, que segundo o empresário, não teria honrado com o seu papel de fiscalizar e converter em multas as notificações emitidas.

"Estávamos cumprindo com nossas obrigações. Investimos mais de R$ 2,5 milhões na implantação de 140 parquímetros na cidade. O projeto da área azul somente terá sucesso se o seu principal pilar de sustentação funcionar. Este pilar é a fiscalização. Sem ela, não existe empresa que sobreviva. E foi isto o que aconteceu com a Expark em Erechim", pontua.

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