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Sabores e aromas de Natal

Mais que pôr a mão na massa, Sadi Ianke e Nei Elisandro da Rosa colocam o coração na hora de preparar as receitas da data

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Mais que pôr a mão na massa, Sadi Ianke e Nei Elisandro da Rosa colocam o coração na hora de prepara
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Najaska Martins

Mais que pôr a mão na massa, Sadi Ianke e Nei Elisandro da Rosa colocam o coração na hora de preparar as receitas da data

Mal chega dezembro e eles já tomam conta das prateleiras dos supermercados e padarias anunciando que uma das datas mais bonitas e esperadas do ano está chegando. Os tradicionais panetones e chocotones têm presença confirmada nas mesas das famílias. Mais que satisfazer o paladar eles trazem consigo um gostinho especial: o sabor do Natal. E quem diria que uma das principais marcas desse período surgiu do erro de um padeiro? Isso é o que explica uma das principais lendas em torno desse alimento.

De acordo com o site Brasil Escola, o panetone tem origem em Milão, na Itália por volta do ano de 900. A lenda diz que um humilde assistente de padeiro chamado Toni, após ter trabalhado horas a fio na véspera de Natal, precisava ainda assar mais uma fornada de pães e preparar uma torta para seu chefe. De tão exausto que estava, confundiu-se e colocou as uvas passas da torta na massa de pão. Na tentativa de salvar a situação, jogou frutas cristalizadas, manteiga, ovos e os demais ingredientes do recheio que seriam usados originalmente na torta. A tal mistura foi entregue ao patrão que, surpreso, adorou o pão e além de elogiá-lo, decidiu homenageá-lo e dar o nome à massa de "pane di Toni" ("Pão do Toni").

O site explica que como toda boa lenda, a origem do panetone possui várias versões, mas todas elas têm Toni como denominador comum. A chegada dos imigrantes italianos no Brasil após a Segunda Guerra Mundial trouxe o panetone para o país. A Bauducco diz que o fundador na empresa, o italiano Carlo Bauducco, começou a vender o produto aqui a partir de 1948.

Preparo especial

Com 48 anos e pelo menos 18 de profissão, o padeiro do Supermercado Querência, Sadi Ianke, é o responsável pelo preparo dos panetones que dão o sabor especial ao Natal de muitas famílias. Mais que simplesmente pôr a mão na massa, ele afirma que a preparação da receita é especial. "Natal sem panetone nem parece Natal, então a gente capricha, faz com carinho pra que todos gostem”, destaca.

Bastante elogiado pela receita que aprendeu na padaria do supermercado, ele pontua que o panetone leva alguns ingredientes especiais: dedicação, boa vontade e desejos de felicidade. Assim, quem o experimenta certamente percebe o sabor que vai além do chocolate ou das frutas cristalizadas.

Da mesma forma, o confeiteiro Nei Elisandro da Rosa, de 28 anos, se dedica a uma década à preparação de tortas, que também marcam presença nas confraternizações natalinas de muitas famílias. “A gente capricha para que além de saborosas, fiquem bonitas para agradar a todos”, destaca. A consciência de que suas receitas acabarão por deixar ainda mais doce o Natal de muitas pessoas o estimulam a buscar sempre o melhor. “Ah, eu fico muito feliz de saber que aquilo que a gente prepara aqui com tanto carinho faça a alegria de quem degusta junto com a família. Sem dúvidas é um incentivo”, completa. 

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