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Tempo de sonhar

A cidade se ilumina e a fila em frente ao Castelinho aumenta. É certo: o Papai Noel chegou!

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MATERIA DE NATAL (2).JPG
MATERIA DE NATAL (3).JPG
Por Georgia Spilka
Foto Georgia Spilka

Quem aqui nunca fez pedido ao Papai Noel que atire a primeira cartinha. Se os adultos ainda se encantam com a época do Natal, as crianças passam o ano todo medindo os passinhos para, na hora de encontrar o senhor de barbas brancas, só ditar os presentes que desejam ganhar.

Erechim e o Natal são a combinação perfeita. Assim como as crianças e o “Bom Velhinho”. Entre os três até mais ou menos sete anos, a criança está em plena fase de fantasia. Ou seja: Papai Noel vai chegar pela chaminé sim! E se você insistir que não, seu presente não vem.

Gustavo, por exemplo, tem quatro anos e sempre espera o Papai Noel descer pela chaminé para entregar o seu presente em mãos. “Se ele obedece, ganha presente. Conversamos muito com ele pra não dar tudo que ele quer”, confirmou, Deise Lopes, mãe do Gustavo, que com certeza tem o contato do Papai Noel.

A psicóloga Daniela Campagnolo explica que a criança está em processo de desenvolvimento físico, neurológico e emocional. A fantasia existe desde bebê. Ela funciona como uma maneira de buscar no seu mundo interno, uma solução mais feliz para seus problemas e angústias.

É nessa fase que a criança compreende mais o mundo real, mas ainda está conectada com a sua imaginação. E na impossibilidade de entender tudo que observa no mundo, cria suas próprias teorias. “Porém, como tudo, é importante que os pais aos poucos introduzam a realidade”, completa.

Toda a magia que envolve o Natal e o Papai Noel traz consigo valores importantes, como ajudar os outros e presentear quem merece. “Marcar datas especiais com personagens e tradições é muito positivo para a criança, ajuda ela a compreender a noção do tempo e também deixa boas lembranças para o futuro”. Daniela ressalta também que a fantasia infantil é a base para um adulto mais capaz e criativo.

O “Bom Velhinho” é apresentado como alguém mágico que vai recompensá-lo pelo seu comportamento. Porém, essa mesma função educativa pode ser apresentado como uma figura punitiva. E aí que vem o medo. A criança fica assustada e com receio, pois ao mesmo tempo em que deseja ser bem vista, sente-se julgada.

Além, é claro, por ser um personagem que a criança não está habituada. Ou vão me dizer que sempre veem pessoas voando com trenós e renas por aí? O Gustavo espera na chaminé. Muito mais óbvio!

De qualquer forma, as crianças precisam sonhar. Seja com o Papai Noel, “Coelhinho da Páscoa”, ou qualquer outro personagem que faça parte da sua infância. Esse estímulo da criatividade é muito bem-vindo para seu desenvolvimento e fundamental para a construção da sua vida adulta.

Feliz Natal!

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