Você sabe para onde vai o lixo que é produzido em sua casa ou empresa? Todo resíduo orgânico de Erechim é direcionado para o aterro sanitário, localizado na Linha São Luiz. Diariamente são levadas 67 toneladas de lixo orgânico para o aterro sanitário. Entretanto, nesta época do ano, o volume de resíduo produzido por pessoa tende a aumentar.
Conforme a secretária adjunta de Meio Ambiente, Carla Orsso, no verão, a geração de lixo praticamente dobra. “O consumo de frutas da estação aumenta o volume de lixo orgânico. A produção no inverno é de 600 a 650 gramas e no verão chega e até ultrapassa a um quilo”, destaca.
O lixo seco também acaba aumentando nessa época pelo fato do consumo de Natal e Ano Novo, e as pessoas acabam adquirindo móveis, eletrodomésticos, brinquedos. Mas o orgânico é que gera um aumento significativo.
Do lixo seco são de 11 a 16 cargas diárias distribuídas para as associações de recicladores cadastradas no município, que passam por uma triagem e depois são revendidos. Ambos lixos têm destinos distintos. Devido a gestão e planejamento, o aterro sanitário ainda tem uma vida útil de pelo menos seis anos, dependendo da quantidade de resíduos gerados no município.
No aterro, o material é compactado e coberto por terra. O local tem capacidade para receber resíduos por mais dois anos e há espaço para a construção de mais uma célula com vida útil que varia de dois há quatro anos, dependendo da quantidade de lixo depositada.
Conforme a secretária adjunta de Meio Ambiente, o lixo orgânico passa por uma seleção na central de triagem, é retirado o que as pessoas colocam dentro que ainda seria reciclável e vai para a célula somente o rejeito.
Carla explica o processo na célula. “O caminhão passa por uma balança e pesa quanto tem de lixo. Após, vai pela central de triagem, e depois o rejeito é colocado na célula, onde é compactado e coberto. Temos uma frente de trabalho, que compacta várias fases. Depois é coberto com terra”.
Todo lixo orgânico produzido em Erechim vai para o aterro. Segundo Carla, é preocupante. A partir do momento que as pessoas consomem mais, produzem mais lixo. Conforme vai aumentando a população, a produção de lixo é maior”, salienta.
O aterro entrou em funcionamento em 2006 e já está na terceira célula e há capacidade para mais uma no local. Esta célula ainda tem uma vida útil para dois anos, e há espaço para uma quarta que teria uma vida útil que varia de dois a quatro anos, dependendo da geração de lixo que vai ser depositada nela. “A princípio, teríamos mais seis anos de vida garantido no aterro”, afirma Carla.
Mas a secretária adjunta do Meio Ambiente diz que a situação não é alarmante, pois existem outras possibilidades, porque há propriedades lindeiras que futuramente o poder público poderia deixar centralizado naquele local. “É preciso monitorar o crescimento da cidade nas proximidades e quanto tem que deixar de espaço para se fazer um novo loteamento no local”, diz.
Coleta de lixo
Erechim está dividida em dois eixos. No dia em que tem coleta orgânico num lado tem recolhimento de lixo reciclável no outro lado. Por isso o recolhimento é diário. Já na área central, o recolhimento de ambos é diário.
O recolhimento de lixo é pago juntamente dom o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).