Para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul, aumento impactará negativamente nas vendas de produtos como smartphones, tablets e notebooks
Quem tinha pensado em presentear com smartphones, tablets, notebooks já pode começar a analisar a possibilidade de antecipar as compras de Natal. Isto porque, a partir de dezembro, estes produtos passam a ser vendidos com tributação mais alta, ficando assim, mais caros ao consumidor. O aumento se deve ao fim da conhecida “Lei do Bem” que garantia isenções fiscais para lojas para a venda destes produtos eletrônicos. Iniciada em 2005, a medida possibilita o fomento da produção nacional de equipamentos de informática.
A proposta de elevação de tributos não é bem vista pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). De acordo com a entidade o fim da isenção do PIS/Pasep e da Confins concedida a esses produtos eletrônicos poderá resultar na queda das vendas desses artigos. “A iniciativa do governo em buscar ampliar sua arrecadação por meio da elevação de mais um tributo pode não obter o resultado esperado. Smartphones, tablets, PCs e roteadores são produtos que não estão entre os mais baratos do comércio varejista nacional. Se o benefício fiscal concedido ao setor for retirado, os preços deverão se elevar muito e a expectativa que temos é que haverá queda nas vendas, com consequente diminuição da arrecadação e possíveis demissões de empregados”, projeta.
Pela proposta encaminhada ao Congresso Nacional o Governo Federal espera obter uma receita em torno de R$ 6,7 bilhões apenas com o final da Lei do Bem. Mas para a FCDL- -RS essa perspectiva poderá ser frustrada e acabar impulsionando o atual processo recessivo que o país vive em termos de consumo.
Para o proprietário de uma loja que vende produtos eletrônicos, Maicon Moretto, a medida, embora encareça os produtos ao consumidor, permitirá concorrência mais justa entre lojas físicas e virtuais. “Hoje os lojistas também pagam altas tributações aos produtos. Com o fim da Lei do bem, acredito que tanto consumidor quanto lojista terão gastos a mais, porém, quando se fala em compras em lojas físicas e compras pela internet, a concorrência fica mais justa, pois para quem compra, o valor tanto via internet quanto na loja ficará semelhante”, afirma. Por outro lado, ele também estima, em um primeiro momento, que possa haver queda nas vendas. “Produtos mais caros são mais difíceis de vender”, finaliza.