O mundo é uma bola!
Passei algumas semanas sem o contato com as teclas do computador para escrever, como sói acontecer, por ter saído para o estado vizinho em meio à Feira do Livro, que foi exitosa. Agora, porém, volto a exercitar minhas parcimoniosas habilidades da caneta. “Escrever é a arte de cortar palavras”, li em algum lugar. Faz sentido até porque para que um texto se aproxime do desejado são necessárias várias intervenções “cirúrgicas”, antes de vê-lo próximo do ideal.
De quando em quando este espaço é dedicado ao mundo da bola. Revendo artigos do meu livro “Se Não Ficou nada, Não Valeu a Caminhada”, p. 196; escrevi em 02.07.2002 “A Magia da Bola”, do qual retiro a parte da criatividade, para elaborar este texto. Porém, antes de extrair dele qualquer intertextualidade, reporto-me aos pífios resultados dos times de futebol da minha predileção.
Talvez não seja regra, mas a cada vez que saio do meu habitat, em se tratando de futebol, só colho maus produtos na verde lavoura do esporte bretão. Isso vale para o tricolor da capital e, mormente, para o Canarinho; ambos, em estado de inanição. Por questão de coerência sempre elegi o Ypiranga, como prioridade, para, somente após, torcer, para uma equipe da dupla Grenal, ou de outros estados. Em se tratando do Escrete Nacional há muito, tendo em vista de tanta incoerência infiltrada nos verdes campos do futebol e fora dele, afora a malandragem a predileção da torcida está muito longe, mormente se comparada a outras épocas.
Nada, nada justifica que em um país carregado por mazelas e cheio de necessidades se dê tanta atenção, a começar pela divulgação da imprensa provinciana, amadora e tendenciosa que decide o rol da convocação contando com atletas duvidosos, como é o Neymar. Ou, por acaso tem sentido pagar cinco milhões por mês a um treinador estrangeiro colocando a sua disposição todas as regalias imagináveis e inimagináveis como ao seu dispor um jatinho e mais outros atavios?
Voltando à dupla pouca empolgação tem os torcedores em relação as suas duas equipes que há semanas se avizinham na conhecida zona da degola. Sabe-se que o sucesso começa por uma Direção competente, passa uma equipe técnica que sabe conduzir e de atletas, muitos dos quais, infelizmente deixar muito a desejar, mormente se comparados aos polpudos proventos que recebem. Exigem prêmio por “imagem”, mas nunca assumem o ônus nas derrotas. Não há bônus sem ônus; não há bolsas-família; não há pão sem suor, e nem progresso sem labor.
Em nível local, nós sabemos o Saara existente entre os clubes grande e os pequenos. Nestes, está inserido o Ypiranga, o qual dentre das suas limitações atingiu os objetivos propostos para o primeiro semestre. A frustração atual está nos últimos resultados na Série C, apesar de ter iniciado bem. Já escrevi em alguns grupos que o sinal de alerta acendeu e que não há mais “gordura” para queimar, como se diz na linguagem deste esporte.
Em se tratando de esportes é uma questão de reconhecimento, lembrar os feitos do atleta Baidek que, competindo na modalidade judô, têm em sua galeria de troféus vários prêmios, tanto em nível nacional, quanto internacional. Aliás, esportes como este e outros de menor expressão não recebem a devida atenção como deveria bem como o reconhecimento e a devida premiação. Parabéns, também, aos pais Neiva e Agostinho!
Às vésperas de iniciar a Copa do Mundo de Futebol – a que engloba o maior numero de seleções acontecem algumas partidas amistosas. E pelo andar das mesmas, não dá para concluir e nem mesmo prognosticar seleções favoritas, até porque o futebol é surpreendente, pois sobre ele há quem diga ser uma caixinha de surpresas.
Embora o melhor da festa seja esperar por ela, já foi o tempo que a empolgação entrava em campo na ponta das chuteiras, na classe e no brio dos verdadeiros atletas de outrora. Parece-me ledo engano esperar que o Brasil seja o vitorioso, até porque em um país comandado por desgovernos e, até por facções criminosas em alguns casos, nenhum Campeonato Mundial de futebol vai trazer resultado ao povo brasileiro acostumado a tantos reveses no dia a dia.