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Blog do Dennis Allan

Cuidado com a navalha

Por Dennis Allan

Eu sou uma de aproximadamente três bilhões de pessoas vivas que nasceram antes de 1972, o ano do lançamento do “Gillette Trac II”, o primeiro sistema de duas lâminas paralelas para fazer a barba. Durante a minha infância, meu pai usava aparelhos com lâminas de dois lados opostos, que exigiam mais cuidado para não se machucar. Era importante ter cuidado com a navalha.

A Navalha de Ockham é um princípio filosófico que diz que a explicação mais simples geralmente é a mais provável. O princípio, atribuído a Guilherme de Ockham (século XIV), é aplicado em várias disciplinas que empregam o que é conhecido como investigação heurística. Se você encontrar um galho no chão no seu quintal logo depois de um vendaval, a explicação mais provável é que o vento quebrou o galho.

Provável, mas não necessariamente correta.

Pode ser que mais investigação revele serragem perto do tronco da árvore. Talvez os vizinhos falem que uma pessoa fugiu do seu quintal com serra na mão. Agora, a explicação mais simples parece menos provável!

Quando meu pai ensinava meus irmãos mais velhos a usarem aqueles Gillettes, ele alertava para a importância do cuidado. Se tentasse fazer a barba rapidamente, ou se fosse preguiçoso no uso do aparelho, poderia se cortar.

Da mesma forma, a aplicação da Navalha de Ockham exige cuidado. Se aplicar esse princípio precipitadamente ou com preguiça, ignorando fatos relevantes, pode facilmente chegar a uma conclusão errada. A explicação mais óbvia nem sempre é a certa. A honestidade exige investigação dos fatos, e não apenas a aceitação das respostas mais simples ou de informações que confirmam nossos preconceitos.

Os conflitos de Jesus com os religiosos da sua época ilustram a importância desse cuidado. Ao ouvir um homem alegar perdoar pecados, a conclusão mais óbvia foi a de que ele era um blasfemador (Mateus 9:1-3). Quando ele curava no sábado ou comia com pecadores, a explicação mais simples era de chamá-lo de pecador que não respeitava a lei (João 5:16; Mateus 9:9-11). E quando souberam que Jesus não foi filho biológico de José, parecia óbvio que ele era filho ilegítimo, o sentido provável das palavras deles em João 8:41.  Mas Jesus não era blasfemador, pecador ou filho ilegítimo! As conclusões mais óbvias foram totalmente erradas.

Foi no meio de críticas desse tipo que Jesus alertou: “Não julguem segundo a aparência, mas julguem pela reta justiça” (João 7:24). Cuidado com a navalha!

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