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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

A médica me prescreveu ler 1 livro por mês

Por Neivo Zago

Pode parece exótico ou, ao menos estranho o título acima, mas é a mais pura e cristalina verdade. A ainda incipiente na promissão, mas bastante determinada e qualificada, a médica, recentemente admitida, pela UNIMED, Bianca Valandro receitou-me a leitura de 1 livro por mês: uma tarefa indolor nada invasiva e, que todos os leitores sabem, só traz deleite cultural e prazer.

Desnecessário ressaltar uma vez mais o quanto nós, os frequentadores da Medicina Preventiva da Unimed e os demais dependentes dos serviços desta Instituição somos tratados com excelência. Costumo dizer que um simples sintoma vira assunto de primeira grandeza. Passa pelos Educadores Físicos e, como efeito dominó, perpassa por uma farmacêutica, enfermeira, nutricionista até culminar cum um dos profissionais geriátricos. É o que podemos denominar, sem lisonjas, de atendimento VIP.

São nas pequenas dores ou anomalias que vemos o quanto o estado de saúde geral de uma pessoa é primordial. E, é por isso que, à medida que vamos envelhecendo cada vez mais faz sentido a expressão “saúde é o que interessa; o resto (restante), não tem pressa”. Quanto a mim um Jeep rodado por caminhos diversos, ano 50, (como costumo brincar), ou nos completos 75 anos de estrada penso ainda, por anos, fazer alguns percursos, ao menos os de média e curta distância.

 Sempre há uma primeira vez, mas acho que você nunca pensaria que um médico lhe receitaria ler 1 livro por mês e melhor: em uma primeira consulta quando ainda tanto o profissional, quanto o paciente estão se conhecendo. Um tema de casa muito fácil de ser executado. É uma viagem sem precisar sair de casa. É uma interlocução com páginas impressas de livros e o leitor utilizando o seu tempo e o seu conhecimento a fim de navegar por outros mares.

Durante o auge da malfadada gripe do Covid-19 eu ultrapassei, e de longe, o número de livros lidos em um determinado tempo: em 2022, 72 livros passaram pelas minhas mãos e não foram simples leituras chamadas de dinâmicas. Cada obra lida com esmero e anotações realizadas em um caderno especial. À medida que o tempo foi passando e com ele o vírus da gripe nos deixando, também foi arrefecendo o meu apetite. Ano após ano os livros foram diminuindo e nos últimos quase definharam, com raras exceções. Precisei ser chamado atenção por uma graciosa jovem a qual após várias perguntas preliminares, “escreveu”: leitura de 1 livro por mês.

E, para auxiliar nesta tarefa veio em meu socorro a presidente da AEL Zenir Bearzi,  nos oferecendo, no mesmo dia da consulta, a escolha de um livro novo, uma doação que a Entidade foi contemplada. No meu caso, optei por Comédias para Ler em Sala de Aula de Luiz Fernando Veríssimo. A propósito, já há muito tempo venho insistindo sobre a inexistência da leitura nas salas de aulas. E o reflexo disso é deveras conhecido. Basta ver quando certos adolescentes, jovens e adultos, incluindo docentes, não são capazes de ler utilizando os domínios básicos da leitura. Isso é visível em público e, mais notável nas leituras durante a missa. E quem lê obviamente fala melhor, fala com desenvoltura e escreve em bom nível.

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