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Blog do Dennis Allan

Expansão do Reino de Deus?

Por Dennis Allan

Desde sábado passado (28/02/26), a atenção do mundo está focada no Oriente Médio. Ataques de Israel e os Estados Unidos contra o governo iraniano provocaram retaliações contra alvos em pelo menos sete países. Eu não sou qualificado a analisar todos os fatores que levaram a esse conflito, mas quero alertar sobre perigos de alguns argumentos para justificar a participação em guerras naquela região.

Durante décadas, quase todos os conflitos no Oriente Médio têm sido defendidos por muitos, especialmente alguns líderes evangélicos, como guerras necessárias por motivos religiosos e espirituais. As justificativas específicas apresentadas são várias.

Alguns acreditam que a nação israelense deve ser defendida a todo custo por causa de promessas feitas a Abraão quase 4.000 anos atrás. Mesmo sabendo que Deus afirmou, uns 500 anos depois da morte de Abraão, que havia cumprido a promessa da terra (Josué 21:43-45), ainda insistem que a preservação do estado de Israel seja importante para o cumprimento da vontade divina.

Outros associam a preservação de Israel com doutrinas populares sobre a volta de Cristo, sugerindo que ele reinará por mil anos no trono de Davi em Jerusalém. Essas doutrinas milenares assumem diversas formas, mas muitas delas consideram o estabelecimento do estado de Israel em 1948 um passo importante para a vinda de Jesus. Políticos evangélicos em alguns países, especialmente nos EUA, têm influenciado as decisões de apoio quase irrestrito a Israel durante os últimos 80 anos.

Uma terceira abordagem pode ser a mais perigosa de todas essas justificativas religiosas. Especialmente desde os ataques nas Torres Gêmeas em Nova York em 2001, muitos têm visto guerras no Oriente Médio como a maneira de limitar o crescimento do islamismo e garantir espaço para o “cristianismo” no mundo. Ideias parecidas dominaram o pensamento europeu durante o tempo das Cruzadas e no período da colonização liderada por Espanha, Portugal e outras potências.

Quem procura honrar o Senhor precisa compreender que Jesus recusou estabelecer seu reino por força militar. Ele disse: “O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim...” (João 18:36). Paulo, um dos principais embaixadores de Cristo, disse: “Porque as armas da nossa luta não são carnais” (2 Coríntios 10:3).

A expansão do Reino de Deus é realizada exclusivamente pela divulgação do Evangelho do Rei.

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