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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

O belo e o feio

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Por certo que o conceito de belo e feio é invenção humana. Não deve existir nada parecido em toda a Natureza. Só os homens têm essa capacidade de classificar as coisas. O que posso dizer, sem querer concluir o texto já nas primeiras linhas, é que entre o belo e o feio Deus escolheu a beleza.

O que é belo?

Belo, é qualquer coisa que nos agrada aos sentidos. Simples assim. Aristóteles dizia que “o belo era o esplendor da ordem”. Tudo no seu devido lugar. Firme e rijo, como dizem os portugueses. Mário Quintana dizia que era inútil perder tempo com conceitos e normas, porque tudo eram formas e não degraus do ser. Talvez por isso costumamos associar o belo ao que vemos, embora saibamos que um bom cheiro de café ou mesmo um piano tocando ao fundo são exemplos do que é belo. De minha parte, confesso sentir a beleza até no cheiro da bosta de vaca. Simplesmente por saber que estou perto do campo e, portanto, longe dos barulhos da cidade.

O que é feio?

O conceito de feiura aparenta ser mais amplo. Uma ferida, um acidente de trânsito entre tantas coisas inomináveis, como o cheiro de ovo podre, são exemplos do que não é belo. É bem como disse Aristóteles. Aquilo que foge da ordem - ou da forma, como disse Quintana - atribuímos o valor de feio. Mas será que existe tempo feio? Um raio tem sua beleza, mas como a Natureza é sábia, Deus nos dá muito mais dias bons do que tormentas. Feliz de quem consegue, nas destemperanças da Natureza, reconhecer a força e a beleza. Aí está. Uma trovoada pode não ser bela, mas há beleza quando vemos de fora, de preferência, bem de longe.

A beleza

A beleza é a estética da Natureza. É, inclusive, um ramo da filosofia. Um sentido muito mais amplo do que aquilo que os olhos veem. A beleza é a harmonia dos nossos sentidos, o que nos permite reconhecê-la até mesmo, agora, ou na hora da nossa morte, como numa Ave Maria. Porque a beleza é assim, essa sintonia que temos com o Universo. Está no sorriso de um desconhecido que nos cruza olhares na rua, no bocejar de um cachorro ou no choro de um bebê. A beleza da trivialidade, que só consegue ver quem acredita que a calma e a serenidade devem fazer parte de cada segundo do nosso dia. É por isso que, entre o belo e o feio, Deus criou a beleza, para que O sintamos, nos mínimos detalhes, para que tenhamos ordem e não percamos tempo em viver.

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