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Blog do Dennis Allan

Kirk, Voltaire, Hall e discurso público

Por Dennis Allan

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las” (historiadora Evelyn Beatrice Hall, resumindo seu entendimento de um princípio defendido pelo filósofo Voltaire). No dia 10/09/25, durante uma discussão pública em uma universidade norte americana, Charlie Kirk foi assassinado. Como eu não me envolvo na política e nem acompanho muitas notícias políticas, confesso que eu não sabia nada desse homem até depois da morte dele. Não escrevo hoje para comentar sobre as posições políticas dele, nem para defender Voltaire. Do pouco que eu sei, eu poderia citar pontos nos quais eu concordaria e discordaria dos dois.

A citação de Hall, frequentemente atribuída a Voltaire, continua circulando em defesa de um princípio especialmente valorizado nos países democráticos nos últimos dois ou três séculos, a liberdade de expressão. Tendências dos dois extremos do espectro político ameaçam essa liberdade. Muitos lamentam os efeitos políticos nos governos atuais, mas devemos nos preocupar mais ainda com os efeitos no contexto espiritual e religioso.

Tolerância significa aprovação? Especialmente quando se trata de questões de sexualidade e gênero, a palavra tolerância é usada para pressionar pessoas a aprovarem os comportamentos dos outros. Eu posso conviver com pessoas que adotam um estilo de vida que eu entendo ser errado sem partir para violência. Respeitar o direito das pessoas a escolherem como se comportar não significa aprovar suas escolhas ou negar as implicações das suas decisões.

Condenação significa ódio? Expressar desaprovação e condenar conduta não significa, necessariamente, ódio. Eu defendo ensinamentos bíblicos que condenam qualquer relação sexual fora do casamento monógamo e heterossexual projetado por Deus em Gênesis 2 e defendido por Jesus em Marcos 10 e Paulo em 1 Coríntios 7. Significa ódio dos meus vizinhos, amigos ou parentes que cometem adultério ou fornicação? Não. Pelo contrário, da mesma forma que um médico oferece diagnóstico e recomenda cirurgias ou tratamentos radicais para salvar a vida do paciente, eu falo sobre esses assuntos por acreditar que o arrependimento seja fundamental para ter esperança da vida eterna. É discurso de amor, não de ódio.

Na próxima reflexão, pretendo continuar com observações sobre os direitos e responsabilidades de famílias e igrejas, com ênfase na abordagem apostólica.

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