Que Deus seja louvado
Salmo 135, como vários outros dos Salmos bíblicos, começa e termina com a expressão “Aleluia”, um termo que junta o verbo que significa louvar e o nome do Senhor. A tradução comum é “louvado seja o Senhor”.
Esse Salmo não fala de louvor dirigido a Deus apenas no início e fim, e o tema do Salmo do início ao fim. O Senhor, o único verdadeiro Deus, merece adoração. Vamos observar alguns dos pontos principais desse antigo hino de louvor.
Quem louva. O autor anônimo usa várias descrições para mostrar que os adoradores são pessoas que mantêm uma relação especial com Deus, ou seja, que estão em comunhão com o Senhor. Ele fala dos servos do Senhor (verso 1) que estão na casa do Senhor (verso 2), e que fazem parte do povo de Israel e descendência de Jacó (verso 4). No final do Salmo (versos 19 e 20), ele fala de Israel (o povo escolhido), a casa de Arão (os sacerdotes) e a casa de Levi (os primogênitos). Fala ainda de Sião e Jerusalém, lugares designados por Deus para o serviço sagrado. Todas essas figuras (servos, casa de Deus, Israel, sacerdotes, primogênitos, Sião e Jerusalém) aparecem no Novo Testamento para identificar os cristãos, participantes do reino de Jesus Cristo.
Motivos para louvar. Deus merece louvor porque ele é bom e seu nome é agradável (verso 3). Ele escolheu o povo privilegiado, Israel, para ser seu tesouro especial (verso 4) e ele é grande, muito superior aos supostos deuses adorados por pessoas que não conhecem o verdadeiro Deus (verso 5). Ele é compassivo e eterno (versos 13 e 14).
Deus contra os ídolos. O salmista louva a Deus por seus grandes feitos em abençoar o povo de Israel. Deus libertou o povo da escravidão com maravilhas feitas no Egito (versos 8 e 9). Ele deu vitórias sobre gigantes no caminho para a terra prometida (versos 10 e 11) e entregou a terra de Canaã como herança do seu povo (versos 11 e 12). Em contraste, os deuses adorados pelos povos pagãos não são nada, apenas objetos fabricados por mãos humanos. Não falam, não ouvem e não enxergam nada, pois não tem vida (versos 15-17). Quem se entrega à idolatria se torna igualmente inútil diante do verdadeiro Criador (verso 18).
Adoração de objetos feitos por mãos humanas continua sendo um ato fútil e ridículo. As santas qualidades e as maravilhosas obras do único verdadeiro Deus nos convidam a servir e adorar o Soberano Criador.